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Nome: João [eDDiNhU]
Idade: 21 anos [07/ago/1982]
Cidade: Rio de Janeiro, Brasil
Profissão:: Estudante Universitário
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Música: House, Pop, Rock
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28.12.03
Eu rolei de rir com esse artigo mandado por tijolão. Como é grande e em inglês, deixo apenas o link para quem tiver interessado. O artigo basicamente fala sobre a febre dos celulares com câmera digital na Ásia. E das baixarias que estão ocorrendo.

Alguns trechos para vocês.

Some people are secretly taking photos up women's skirts and down into bathroom stalls. Others are avoiding buying books and magazines by snapping free shots of desired pages.

(...)

In nearby South Korea, where more than 3 million cell phones equipped with cameras are believed to be in circulation, Samsung Electronics is banning their use in its semiconductor and research facilities, hoping to stave off industrial espionage.

(...)

In China, a teenager was raped by a man who photographed her nude with a camera-phone and threatened to disseminate the pictures, police said. One woman was sued for allegedly taking camera-phone pictures of another woman while she was in the bathroom and transmitting them to acquaintances.


O artigo completo pode ser lido clicando aqui.




postado por joão [eDDiNhU] @ 14:12
Fala que eu te escuto


Se eu não blogar mais esse ano (e eu espero voltar aqui depois da X Demente e antes do ano novo), desejo um 2004 repleto de novas conquistas, amizades, paz, saúde, felicidade e sucesso para todos os amigos. :)


postado por joão [eDDiNhU] @ 13:28
Fala que eu te escuto


Recentemente (ou talvez não tão recentemente assim) li no blog do Pe, o síndico do Condomínio, uma história sobre como vivemos numa cidade pequena. Encontramos várias pessoas nos locais menos esperados. Ou no meu caso, talvez com as companhias menos esperadas.

Após o filme do Casseta e Planeta, o qual assistimos no Cinemark Botafogo, fomos lanchar. Decidi que queria comer no Bob's e o Raphael, no Mc Donald's, que ficam em andares diferentes do Praia Shopping (o primeiro no oitavo andar, o segundo no sétimo). Combinamos: um pede pra viagem e vai pro outro andar. Íamos ficar no oitavo, mas aí o Raphael avistou uma menina da faculdade dele com quem ele não queria falar e pediu pra irmos lanchar no sétimo. Dito e feito. Peguei meu lanche e fui pra lá. Aí numa mesa logo atrás da gente estava:

O ex-namorado de um amigo meu, amigo esse que estudou com o Raphael durante o ensino médio (vale lembrar que conheci Raphael uns 2 anos depois dele concluir o ensino médio). Já não bastasse isso já ser uma coincidência, esse ex-namorado-do meu-amigo-que-estudou-com-o-Raphael-quando-sequer-eu-conhecia-o-Raphael estava acompanhado com uma (outra) menina da turma do Raphael na faculdade.

Quer mundo mais pequeno que esse?


postado por joão [eDDiNhU] @ 13:25
Fala que eu te escuto


Agora as frustrações. Festa de Noite de Natal. Com todo o respeito ao espírito natalino, festa de Natal familiar é uma coisa chatíssima. Sabe aquele negócio de parentes que você não vê quase nunca se reunindo e se espantando: "nossa, você está muito bem, você está bonito" (e foi praticamente isso que eu ouvi a festa toda - tijolão pode confirmar). Eu particularmente acho que estou horroroso. Estou ficando com barriga e apesar das oito matérias que estou fazendo, das mais de 40 horas semanais que passo em Niterói (e em deslocamento entre o Rio e Niterói) e do tempo que necessito para estudar todas essas matérias, já estou esquematizando meu horário para 3 vezes por semana ir por aproximadamente 1 hora e meia a uma academia de ginástica.

Sim, eu vou malhar. Não estou me sentindo bem comigo mesmo (e falo isso não pela ditadura dos corpos que existe no nosso mundo, especialmente no mundo gay). Eu realmente sinto que nessa correria eu estou estressado, comendo mal e descuidando de mim. Quero uma atividade física até por questões de se manter saudável, coisa que no ritmo que estou não acontecerá em breve se eu não tomar uma atitude.

Outra decepção é o preço do ingresso do show do Iron Maiden. Convenhamos, 120 reais é dose né? E eu que pensava que o absurdo dos absurdos tinha sido o show da Alanis.

E a última decepção foi a exposição "Artes da África", no CCBB. A tão elogiada exposição. Na verdade a decepção não é a exposição. É que eu e Raphael fomos lá ontem. E a fila era simplesmente proibitiva. A decepção foi por não ter visto a exposição. Mas pretendo ver na terça. Irei no horário de abertura do CCBB. E esquentarei na exposição as baterias para a (sempre) fantástica X-Demente Check-in 2004. Uma terça-feira gorda.


postado por joão [eDDiNhU] @ 13:19
Fala que eu te escuto


Estou até tentando nesse recesso escolar manter o blog atualizado. Mas vida de estudante é duríssima. Com prova e 2 trabalhos para a primeira semana após o retorno às aulas (semana de 5 a 9 de janeiro) além de termos que estudar na semana de Natal e Ano Novo, quando sentamos no computador para blogar... Adivinhem o que acontece? Servidores sobrecarregados. A maioria das pessoas que tem blog no Blogger Brasil sabe muito bem o que é isso. he he he

Mas a vida tem que seguir. E lá venho eu com mais um apanhado geral.

Vi enfim o filme "A Taça do Mundo é nossa", da turma do Casseta & Planeta. Não sei se eu estava muito permissivo na antevéspera de Natal mas o fato é que eu gostei muito do filme e achei grande parte das críticas que diziam que o filme é fraco injustas. O filme tem sim seus defeitos, mas são muito pequenos perto dos seus acertos. Talvez pelo sucesso do Casseta na TV as pessoas esperavam algo muito maior. Eu acho que as piadas funcionam muito bem e eu tenho a tendência de ver esse tipo de filme sobre o prisma histórico e não sobre a parte humorística. E aí as piadas no contexto histórico estão espetacularmente encaixadas. E aí eu amei o filme.

No dia de Natal fui ver com o Raphael, porque ele passou a semana inteira me enchendo a paciência com isso, o filme "O Senhor dos Anéis - o Retorno do Rei". Como todos os leitores sabem nesse 1 ano e meio de blog eu DETESTO filme desse tipo. E então esse foi o primeiro senhor dos anéis que eu queria realmente ver. Como eu já tinha visto os 2 anteriores, agora eu queria pelo menos saber como acabava, certo? E vendo o conjunto, até que acaba bem. Não que eu tenha passado a ser um amante desse tipo de história - muito pelo contrário - mas o filme é, pelo menos, honesto. E depois de quase 10 horas de projeção, o meu bonequinho sai dela pelo menos sem a má vontade inicial. Já é um grande negócio.


postado por joão [eDDiNhU] @ 13:12
Fala que eu te escuto

24.12.03
Uma passada rápida para deixar meus votos de Feliz Natal a todos!


postado por joão [eDDiNhU] @ 18:44
Fala que eu te escuto

21.12.03
Já estou para postar isso aqui desde o dia que saiu. Saiu na semana passada, dia 14/12, na Folha de São Paulo uma interessantíssima reportagem sobre o resultado do primeiro ano de cotas para negros e estudantes de escolas públicas na UERJ. Cada um tire suas conclusões.

Aprovado por cota se sai melhor na Uerj

Estudantes que passaram em vestibular por critérios raciais tiveram rendimento superior e evasão menor que os demais
ANTÔNIO GOIS
DA SUCURSAL DO RIO
Folha de Sao Paulo - 14/12/2003

Os alunos que entraram por algum critério de cotas na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) no primeiro semestre letivo deste ano tiveram rendimento acadêmico superior e taxa de evasão menor em relação aos estudantes que conquistaram a vaga sem ter direito ao benefício.

É o que revela estudo elaborado pelo Programa de Apoio ao Estudante da universidade. Os dados mostram que, ao menos no primeiro semestre letivo do primeiro ano da reserva de vagas na instituição, não houve o impacto negativo, temido por alguns, no rendimento acadêmico dos alunos que chegaram à Uerj pelas cotas.

O estudo deve reforçar os argumentos dos defensores da introdução de cotas raciais ou para alunos carentes em todas as universidades públicas do país.

Um projeto que recomenda a adoção de cotas está sendo elaborado por um grupo que reúne representantes de 11 ministérios, do Conselho Nacional de Educação e da Advocacia Geral da União. O ministro da Educação, Cristovam Buarque, já se declarou favorável, com a ressalva de que não pode impor as cotas, para não ferir a autonomia universitária.

De acordo com o estudo, no campus principal da Uerj, que concentra a maioria dos cursos, 47% dos estudantes que entraram sem cotas foram aprovados em todas as disciplinas do primeiro semestre. Entre os estudantes que entraram no vestibular restrito a alunos da rede pública, a taxa foi um pouco maior: 49%.

A instituição adotou também o critério racial no seu vestibular com cotas. Entre os que se autodeclararam negros ou pardos, a taxa foi também de 49%.

A comparação inversa também é favorável aos cotistas. A porcentagem de alunos reprovados em todas as disciplinas por nota ou frequência entre os não-cotistas foi de 14%. Entre os que ingressaram pelo vestibular para alunos da rede pública, a porcentagem foi de 4%. Entre os autodeclarados negros ou pardos, de 7%.

Falta de apoio

Além de terem um rendimento acadêmico ligeiramente superior, os cotistas abandonaram menos os cursos, mesmo sem ter
recebido apoio financeiro do Estado. Entre os não-cotistas, a taxa de evasão no primeiro semestre foi de 9% dos estudantes.
Essa porcentagem foi de 3% entre os ingressantes pela rede pública e de 5% entre os autodeclarados.

A Uerj considera como aluno que abandonou o curso apenas o estudante que foi reprovado por frequência em todas as
disciplinas do primeiro semestre e que não fez a matrícula para o segundo semestre letivo da instituição.

"O acompanhamento dessa primeira turma que entrou na Uerj por cotas mostra que a universidade não teve prejuízo acadêmico
com esses estudantes", afirmou o coordenador do estudo e do Programa de Apoio ao Estudante, Cláudio Carvalhaes. Os dados mostram também que, ao menos para a primeira turma de cotistas, o resultado do vestibular não foi determinante no desempenho acadêmico.

A nota de corte dos alunos cotistas na segunda fase do vestibular foi inferior à dos demais alunos. A maior disparidade ocorreu no curso de odontologia, em que um aluno cotista foi aprovado com nota 6,25 sobre um total de 110, enquanto o estudante aprovado pelo vestibular tradicional teve nota de corte 77,5.

O acompanhamento no primeiro semestre desse aluno que tirou 6,25 no vestibular mostrou que ele foi aprovado em todas as
disciplinas do curso de odontologia, considerado um dos mais difíceis.

O estudo coordenado por Carvalhaes comparou ainda o rendimento acadêmico dos alunos por área. Os cotistas tiveram desempenho ligeiramente superior nos cursos das áreas de humanas, biomédica e ciências sociais. O resultado só não foi melhor para os cotistas nos cursos da área de tecnologias e ciências - que concentra disciplinas que, tradicionalmente, apresentam altos índices de reprovação, comoas que envolvem cálculos matemáticos.

Apesar de o estudo indicar um resultado favorável aos cotistas, Carvalhaes alerta que é preciso continuar acompanhando o rendimento dos estudantes para chegar a conclusões consolidadas. Para o ano que vem, por exemplo, o governo do Estado mudou as regras das cotas e apenas os estudantes que comprovarem carência poderão se beneficiar da lei. Como essa lei não valeu para o vestibular passado, os atuais cotistas podem ter, por exemplo, um perfil socioeconômico mais favorecido do que os estudantes que entrarão em 2004.

Neste primeiro ano de cotas, a Uerj não teve apoio financeiro do Estado para distribuir bolsas para os alunos carentes que ingressaram na universidade. A instituição fez, no entanto, um programa de reforço acadêmico destinado a todos os estudantes -cotistas ou não - que se sentissem com dificuldade para acompanhar as aulas.

Para o ano que vem, o governo do Estado do Rio e a Assembléia Legislativa aprovaram uma lei que garante ajuda financeira a
esses alunos.Carvalhaes suspeita que os estudantes carentes que ingressaram por cotas na Uerj tiveram neste ano um incentivo maior para superar possíveis dificuldades financeiras que poderiam prejudicar seu rendimento. Ele teme, no entanto, que esse
quadro mude caso não haja ajuda financeira logo no primeiro ano de vida desse estudante na universidade.

"A Uerj tem um amplo programa de bolsas de iniciação científica, mas elas são destinadas principalmente aos veteranos. Muitos calouros pediram ajuda à universidade para se manter nos primeiros anos. Alguns afirmam que até abrem mão de um auxílio-alimentação, mas que precisam de ajuda para transporte", afirmou.


postado por joão [eDDiNhU] @ 22:38
Fala que eu te escuto

19.12.03
Recesso, graças a Deus!
Duas semanas para mim!


postado por joão [eDDiNhU] @ 21:59
Fala que eu te escuto


Um pequeno apanhado de tudo

Eu sumi, desapareci. Foram duas semanas das mais duras. A primeira foi ruim mas nem tanto. Mas eu acredito que esta última semana que se encerra hoje deve ter sido a mais difícil dos 3 períodos na UFF até o momento. Foram 3 provas na semana passada e mais 3 nesta semana. Pelo menos as da semana passada estavam espaçadas durante a semana. As dessa foram duas na quinta e uma na sexta. Como eu vim em prova nas últimas 4 semanas e as provas dessa semana também ocorreram há um mês atrás eu cheguei no sábado sem ter estudado absolutamente nada, mas nada mesmo, especialmente de duas matérias que preocupavam: Física e Cálculo. E a matéria era grande. Ou seja, eu ia ter de sábado até terça (tendo em vista que quarta e quinta fico na UFF de 7 da manhã às 7 da noite) pra estudar 3 matérias grandes. Em suma, foi um horror. Cálculo eu consegui estudar tudo e aparentemente a prova foi excepcional. A prova de Física não deu. Eu deixei de estudar um dos 4 capítulos. E claro, 5 pontos da prova eram sobre o capítulo que eu não estudei. Uma das questões (de 2,5) eu consegui fazer. A outra eu tentei enrolar... Mas acho que deu pra fazer a prova e dá pra confiar numa boa nota.

Este é o motivo do meu desaparecimento.

Cineminha no sábado

A única atividade de lazer que eu tive foi semana passada, no sábado, quando eu fui com Raphael ver o filme "Simplesmente Amor", esse filme do Rodrigo Santoro onde ele até fala algumas coisas. Eu li excelentes críticas sobre o filme e pensava que fosse por causa da participação do Rodrigo Santoro. Fui sem esperar grandes coisas do filme, mas este me surpreendeu. É um filme espetacular. Um filme sobre amor, com 9 belas histórias, paralelas. Acredito que as histórias dariam 9 bons filmes.




postado por joão [eDDiNhU] @ 21:59
Fala que eu te escuto

18.12.03
Eu estou vivo. Espero voltar até sábado.


postado por joão [eDDiNhU] @ 19:44
Fala que eu te escuto

10.12.03
E a greve que se anuncia depois do "pau vai comer" do nosso ministro José Dirceu após declarações sobre a necessidade de reforma universitária talvez seja ainda nesse semestre. Considerando que o atual semestre (2003/2) começou na segunda quinzena de outubro vai ser ótimo. E junto as pistas que a imprensa dá, parece que cobrança de mensalidades realmente está nos planos do governo. Só não ficou claro se será para os atuais ou futuros. Atuais é mais complicado, já que se prestou um concurso público em que não era mencionada cobrança de mensalidade. Futuro já fica mais complicado salvar.


postado por joão [eDDiNhU] @ 20:09
Fala que eu te escuto


Ando vendo anúncios de uma certa revista sobre empregos na programação da TV. Honestamente, acho isso repugnante. Logo logo estará chegando na nossa televisão programas em que o prêmio maior é um emprego. Muito triste que a situação social brasileira chegue a esse ponto.


postado por joão [eDDiNhU] @ 20:09
Fala que eu te escuto


No domingo eu fui com Raphael na casa da prima dele, Gisele, em Curicica. Também não passávamos por lá há muito tempo. Indo de carro tudo se torna mais fácil, porque lá é longe pra caramba. he he he. Uma tarde agradável, batendo papo, e lá acabei assistindo o ruim "Além da suspeita" ou qualquer coisa parecida com isso. Que filme! Uma bomba completa. Uma história inacreditável. Sem nexo nem bom senso, embora o roteiro não tenha furos. Fico imaginando como alguém consegue escrever coisa tão ruim.


postado por joão [eDDiNhU] @ 20:09
Fala que eu te escuto


No sábado eu saí com meus pais. Há muito tempo que eu não fazia isso. Meu pai que nos últimos tempos é mais fonte de estresse do que de qualquer coisa estava num excelente dia. E assim tornou a noite razoavelmente agradável. Foi um programinha família. Comemos uma pizza na Parmê e depois fomos ver o excelente filme "Sobre meninos e lobos" no São Luiz. Certamente é um filme que eu não veria com Raphael por vontade própria. E um dos melhores filmes que vi nesse segundo semestre. Talvez o melhor. Faz a gente pensar, na vida, nos valores morais da nossa sociedade, convida o espectador a uma reflexão. Um filme bastante inteligente e agradável. Recomendo!


postado por joão [eDDiNhU] @ 20:08
Fala que eu te escuto

6.12.03
Uma reforma universitária é mais do que necessária. Isso é um grande consenso. Mas já estou me preparando para a greve do ano que vem, face as declarações do ministro (presidente?) José Dirceu. Diz ele que a reforma universitária que será proposta pelo governo Lula será bastante polêmica. O governo enfrentará todas as resistências e "o pau vai comer". Acho isso um pouco radical. O governo Lula que se propôs a ser bastante pluralista, está se mostrando o contrário disso. Não será bom para a universidade brasileira uma reforma imposta.

Mudanças no Provão foram boas. A essência é bastante interessante. Como instrumento de avaliação acredito que se tornará mais eficaz. Mas o grande problema é o modelo de financiamento. O ministro Dirceu enfatiza que a universidade pública deve se manter pública e gratuita, e que é preciso expandi-la e consolida-la e incentivar a pesquisa.

Tudo muito bonito, tudo muito legal. Mas expandir o número de vagas, incentivar a pesquisa e manter a universidade pública e gratuita são coisas completamente antagônicas na atual política fiscal do governo, que por sinal, não dá o mínimo sinal de mudanças. É realmente intrigante o que será feito pelo governo, já que o ministro pode apenas falar telegraficamente.

Quais seriam as opções plausíveis? Fazer o empresariado investir compulsoriamente nas universidades públicas e isso não parece uma boa política. O governo abrir o cofre, e isso não parece que vai ocorrer. A outra opção seria o que já é ventilado por grandes jornalistas do colunismo político brasileiro, que apresentam que o governo anda estudando a cobrança de mensalidades para estudantes. Talvez seria a única maneira do pau realmente comer.

Vale lembrar que o ministro Cristóvam Buarque já andou apresentando essa possibilidade, mas taxando os universitários através do seu imposto de renda.

Eu particularmente acho que o governo vai propor a última opção. Andamos vendo coisas incríveis no Congresso Nacional, coisas inimagináveis há pouco tempo atrás e não me arrisco a dizer isso com 100% de certeza. Para uma esquerda que aprovou uma reforma da previdência com coisas que (ainda) são tabus, aprovar cobrança de mensalidades é brincadeira de criança.

Inevitavelmente a universidade pública brasileira deixará de ser gratuita. Mas eu achava que essa data ainda estava distante (não tão distante, mas uma ou duas décadas distantes). Agora acho que essa possibilidade é real e iminente. Resta saber se será apenas para os novos alunos ou para quem está dentro do sistema também.


postado por joão [eDDiNhU] @ 00:40
Fala que eu te escuto


Esse assassinato do executivo da Shell é daqueles capazes, tal o mistério envolto no crime, de ficar anos e anos no imaginário da população e se tornar um clássico da crônica policial.


postado por joão [eDDiNhU] @ 00:15
Fala que eu te escuto